Ao longo da história da humanidade, filósofos, cientistas e pensadores buscaram compreender quais são as leis que regem o universo.
Entre diferentes tradições culturais e reflexões filosóficas, uma idéia atravessa os séculos: a vida se sustenta por princípios de harmonia, equilíbrio e interdependência entre todos os seres.
As leis que regem o universo são naturais e imutáveis, e a elas todos nós estamos sujeitos. Diferentemente das leis criadas pelos seres humanos, que podem mudar ao longo do tempo, as leis da natureza permanecem constantes e organizam o funcionamento da vida.
Compreender essas leis sempre foi uma busca presente na filosofia, na ciência e também na espiritualidade.
Talvez por isso, ao longo da história, muitos pensadores tenham percebido que a harmonia que sustenta o universo encontra no amor um de seus princípios mais profundos.
Nos ensinamentos de Jesus Cristo encontramos uma orientação essencial para a convivência humana:
“Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mateus 22:39)
Esse ensinamento nos recorda que o amor é o fundamento das relações humanas e também a chave para compreendermos a própria criação do Universo.
Tamanha beleza revela o cuidado do Criador do mundo, que preparou a Terra com amor para acolher a vida e nos oferecer o alimento. Nas matas, nos rios, nos mares, nos oceanos e no ar que respiramos, a criação continua revelando sinais dessa harmonia.
A beleza presente na natureza — nas florestas, nas águas, nos frutos e na diversidade da vida — recorda que o mundo foi criado com amor para sustentar a vida e encantar os seres humanos.
Observar a natureza, portanto, sempre foi também uma forma de refletir sobre a própria existência.
Foi justamente observando acontecimentos simples do cotidiano que alguns episódios curiosos começaram a surgir em minha vida.
Um primeiro sinal
Em fevereiro de 2020, durante um percurso entre Mirassol e São José do Rio Preto, surgiu inesperadamente em meu braço esquerdo uma pequena marca no formato de coração, formada com o meu próprio sangue.
Não havia batida.
Não havia explicação aparente.
A marca permaneceu por cerca de cinquenta dias, clareando aos poucos até desaparecer, completamente diferente de um hematoma, que normalmente muda de cor com o passar dos dias.
Naquele momento parecia apenas uma curiosidade, mas aquele seria o primeiro de vários acontecimentos que despertariam reflexões mais profundas.
O nascimento do Coração Divino
No dia 28 de junho de 2020 algo ainda mais surpreendente aconteceu.
Em uma antiga lasca de pinus que estava há muitos anos no jardim da minha casa surgiu uma pequena formação natural em formato de coração.
É minúscula.
Menor que a unha do meu polegar.
Sua coloração lembra a chama ardente do amor.
Como não se trata de uma forma visível apenas de frente ou de cima, mas de uma estrutura tridimensional com base própria, essa pequena formação pode ser observada como uma escultura de vulto pleno, ou seja, uma escultura tridimensional que possui volume e pode ser observada de diferentes ângulos.
Foi exatamente assim que essa pequena escultura surgiu na lasca de pinus.
Por isso passei a chamá-la de:
❤️ Coração Divino
Até hoje, mesmo com a lasca de pinus tendo se desidratado ao longo do tempo e sob altas temperaturas, a pequena escultura permanece comigo, preservada e guardada com cuidado.
O pequeno coração continua exatamente como surgiu naquele dia, tendo como base a lasca de pinus.
Para mim trata-se do maior presente que alguém poderia receber do Universo: uma pequena escultura surgida da terra, esculpida pela própria Mãe Natureza.
Outros sinais
Depois do surgimento do Coração Divino outros registros curiosos começaram a surgir.
Entre eles:
amoras em formato de coração
pequenas formações naturais com a mesma geometria
Alguns desses acontecimentos foram observados também por minhas netas Alice e Rafaela, que conheceram o Coração Divino ainda pequenas e em diferentes ocasiões também colheram amoras em formato de coração.
Os quatro elementos da natureza
Ao refletir sobre esses acontecimentos um aspecto simbólico chama a atenção.
Na filosofia da Grécia Antiga o pensador Empédocles descreveu a natureza como formada por quatro elementos fundamentais: terra, água, ar e fogo.
Segundo Empédocles duas forças atuariam no universo: Philía, frequentemente traduzida como amor ou amizade, que une e harmoniza os elementos, e Neîkos, a discórdia, que os separa.
Essa concepção filosófica refere-se a um princípio cósmico de união presente na natureza.
De maneira simbólica esses elementos parecem aparecer também nessa experiência.
O primeiro sinal surgiu no próprio corpo humano por meio do sangue, ligado ao elemento água.
O segundo surgiu da terra, na lasca de pinus.
O ar envolve todo o ambiente natural.
E a coloração do pequeno coração lembra a chama ardente do fogo.
Biodiversidade e teia da vida
A natureza revela também a diversidade das espécies.
Plantas, frutos, insetos e inúmeras outras formas de vida participam de uma rede complexa conhecida na ecologia como teia da vida.
Segundo o biólogo Edward O. Wilson a diversidade biológica é essencial para o equilíbrio ecológico do planeta.
Biofilia, educação e formação humana
A ligação profunda entre os seres humanos e a natureza foi descrita cientificamente como biofilia, conceito apresentado por Edward O. Wilson.
Existe uma relação muito interessante entre biofilia, educação e formação humana, pois aprender a observar e compreender a natureza contribui para o desenvolvimento de valores humanos.
Experiência educativa e prática pedagógica
Essa compreensão não se limita à teoria, mas está profundamente ligada à prática educativa construída ao longo de muitos anos de atuação.
Ao longo dessa trajetória desenvolvi um longo trabalho em cursos de formação de professores, atuando por muitos anos em diferentes disciplinas da Licenciatura em Pedagogia ,na modalidade a distância, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), desde o primeiro vestibular realizado no final de 2006.
Também participei de diversas iniciativas voltadas à formação continuada de educadores em diferentes esferas, tanto estadual quanto federal.
Nesse contexto surgiram também as personagens Professora Lilica, criadas como instrumentos pedagógicos, recursos metodológicos, para trabalhar valores humanos por meio da educação.
Conclusão
Nas matas, nos rios, nos mares, nos oceanos e no ar que respiramos, a criação continua revelando sinais da presença do Criador.
A beleza presente na natureza recorda que o mundo foi criado com amor e que o amor continua sendo a força capaz de orientar nossas atitudes e nossas relações com a vida.
Quando aprendemos a reconhecer esses sinais compreendemos algo essencial:
O AMOR é a lei que sustenta a vida e orienta o caminho da humanidade.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARISTÓTELES. Metafísica. São Paulo: Loyola, 2002.
BÍBLIA. Bíblia Sagrada. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil.
CAPRA, Fritjof. A Teia da Vida: Uma Nova Compreensão Científica dos Sistemas Vivos. São Paulo: Cultrix, 1996.
KIRK, G. S.; RAVEN, J. E.; SCHOFIELD, M. Os Filósofos Pré-Socráticos. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2010.
SPINOZA, Baruch de. Ética. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.
WILSON, Edward O. Biophilia. Cambridge: Harvard University Press, 1984.
Profa. Roseli
Fundadora do OABCD Letrando
Formação humana com amor por tudo e por todos.



